- "Ai, amiga eu tô precisando de ajuda, aqui no meu pai tá difícil... Sabe o que ele faz? Quando ele chega, abre as portas e todos os 597(oi?) cachorros (brincadeira, mas uns 12 são!)entram na casa, sobem no sofá e deitam na cama... Não posso nem colocar o Júnior (meu afilhado de 1 ano e 4 meses) na cama, ele fica no colo o tempo todo... Estou muito magra e debilitada, não aguento mais... Posso dormir aí?"
- CLARO que pode! Digo eu...
E a situação se repete... Mais uma vez... Meu Deus, quando é que eu vou aprender que eu não posso resolver os problemas dos outros? Eu já fiz o possível e o impossível para ajudá-la, mas é complicadíssimo... Um cara que ela diz que não quer mais, mas que bagunça a vida dela toda, só a mete em roubada, a agride física e moralmente, porra! Peraí... Telefone.
Era ela, está indo na corretora de imóveis atrás de uma casa para alugar porque o dinheiro foi liberado e ela precisa rápido da casa porque a avó vai se mudar, vai morar com ela e o filho que ela tem do primeiro casamento... É um rolo... Só Jesus...
Eu gosto muito dela, muito mesmo... A tratava mais como uma irmã mais nova, filha mais velha, sei lá... Largava tudo para poder dar suporte à ela. De manhã, de tarde, de noite e, principalmente, de madrugada... Como ela me ligava de madrugada... Eu sempre fui solidária... Ela conseguiu o mais difícil que era sair de casa, se separar (nem que fosse fisicamente) do cidadão)... Ele quando se deu conta, chorou, se ajoelhou, pediu, implorou uma nova chance... Patético... Ele é ridículo!! A trouxa, caiu no conto do vigário... Isso aconteceu uma, duas, três vezes... Quando ela sumia, eu já sabia: está com ele... Quando ela está com ele, ela não me liga, não pode falar comigo... Ela some! Quando o barraco está armado, ela volta, se lamenta, diz que quer mudar tudo, arrumar a vida... Confesso que dessa vez deu pra mim... Não dá mais... Ajudo, sim, no que puder, mas não quero mais me envolver, chega!! Da última vez ela ficou uns 7 ou 10 dias lá em casa, nos apegamos ao menino, eu tratava como um filho... Ela vinha e ia, vinha e ia, até que sumiu... Agora voltou... Vou ajudar, mas não quero mais envolvimento do tipo "fica lá em casa". Não quero! Até porque vou começar a ser cobrada, né? Meu filho mais velho me perguntou no outro dia "isso aqui virou hotel?" Hã? Pois é... E Marido? Não falou nada, mas daqui a pouco...
Ontem foi a gota d'água, eu estava com a macaca (se é que vocês me entendem)...
Cheguei em casa enlouquecida...
" Ah, não, assim já é demais... Tira a minha privacidade, atrapalha o meu momento em casa, de noite, quando marido chega, interfere na rotina das crianças, da casa, por mais que eu tente, interfere, sim... Deixa tudo espalhado (eu surto com bagunça), e como se não bastasse, quando vou colocar as roupas na máquina para lavar, lá estão elas: as roupas dela e do Gordo (Gordo é o modo cuti cuti que a gente chama o Júnior). Surtei, né? Eu já estava com tudo pronto para vetar a ida dela lá pra casa ontem quando ela liga dizendo que ia ficar lá pela casa da mãe... Desabafei com marido quando ele chegou... Está vetado e decidido: aqui em casa eu não quero mais!!
Me desculpem pelo desabafo, mas eu PRECISAVA!! Estou ficando refém na minha própria casa! Como assim??? MINHA casa! MEU espaço! O ÚNICO lugar onde eu posso fazer o que quiser, como quiser, quando quiser, relaxar, descansar... Descansar, é tudo o que eu NÃO estou fazendo!
Ai, miguxos, eu precisava desse momento, tá?
Um beijo enorme!!!











